A morte de 12 gatos em um terreno público no bairro Parque Guarani, em Várzea Paulista, causou revolta entre moradores, protetores de animais e ativistas da causa animal. Os casos foram registrados entre os dias 6 e 7 de junho e a principal suspeita é de envenenamento.
Os animais eram acompanhados há cerca de quatro anos pela ativista Tatiana Zalandauskas Freire, que realizava alimentação diária, monitoramento e cuidados veterinários, incluindo a castração de grande parte dos gatos. Entre os animais encontrados mortos estavam também filhotes.
Segundo Tatiana, os gatos começaram a apresentar sinais compatíveis com intoxicação e morreram em pouco tempo. A ativista relata que presenciou momentos de sofrimento dos animais e pede que o caso seja investigado pelas autoridades.
“Foi uma cena muito triste. Quero que esse caso seja investigado e que os responsáveis sejam identificados”, afirmou.
A situação foi comunicada à ativista Danielle Fogaça, de Jundiaí, que acionou a Defesa Civil para averiguar a ocorrência. Durante a vistoria no local, agentes encontraram indícios de veneno para ratos espalhados pelo terreno, reforçando a suspeita de envenenamento criminoso.
De acordo com o agente da Defesa Civil Isaías Batista, os corpos dos animais foram recolhidos e encaminhados para incineração. A equipe também identificou uma construção irregular de um galinheiro em área pública. A obra foi interrompida pela administração municipal.
O caso gerou grande repercussão entre defensores da causa animal, que cobram uma investigação rigorosa para identificar os responsáveis. O envenenamento de animais é considerado crime ambiental e pode resultar em punições previstas na legislação brasileira.
A expectativa agora é que as autoridades apurem as circunstâncias da morte dos gatos e esclareçam se houve ação criminosa no local.




