A Polícia Federal intimou o policial federal Danilo Campetti, atual candidato a deputado estadual por São Paulo, para prestar depoimento após publicações mostrarem o chamado “Pixuleco” — boneco inflável representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vestido de presidiário — ao lado dele durante um ato político na Avenida Paulista.

Campetti ganhou projeção nacional por ter sido um dos policiais responsáveis pela prisão de Lula, em 7 de abril de 2018, e também ter participado da condução coercitiva do petista em 2016, determinada pelo então juiz Sergio Moro. Anos depois, aproximou-se de Jair Bolsonaro e também ocupou cargos públicos, além de ter exercido mandato como deputado estadual em São Paulo.

Segundo a CNN Brasil, a PF convocou Campetti para depor na próxima terça-feira, 25 de agosto. O procedimento busca esclarecer sua eventual participação em um ato realizado em 1º de março de 2026, na Avenida Paulista, onde o boneco de Lula teria aparecido sendo “preso”. O documento também cita a presença do Pixuleco em uma festa de aniversário em São José do Rio Preto.

Campetti nega qualquer envolvimento com a organização ou utilização do boneco. À CNN, afirmou que não teve participação nos episódios e questionou a legalidade do procedimento instaurado contra ele.

A Polícia Federal, por outro lado, esclareceu que não existe investigação criminal nem Processo Administrativo Disciplinar para apurar suposto crime contra a honra de Lula. Segundo a instituição, foi aberto um procedimento administrativo destinado exclusivamente ao esclarecimento dos fatos.

O episódio agora coloca novamente Campetti, que disputa uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo pelo Republicanos, no centro do debate político nacional.

Créditos: @cnnbrasil